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segunda-feira, junho 28, 2010

A GUARDIÃ DA RAINHA

CAPÍTULO 1 - YARA - Tudo bem. Não há por que se preocupar, correto? É só uma mentirinha... Não vão me barrar. Não... Tô ferrada! – meditava Yara enquanto se dirigia ao L.P.A. (Laboratório de Pesquisas Avançadas) para realizar sua missão. Havia pensado muito nesses dois anos. Tinha que fazer isso. Ela queria ter os pais de volta; não queria que morressem de modo tão precoce em um acidente de transito. Já estava tudo combinado. As etapas já se encontravam devidamente memorizadas e os planos, revisados diversas vezes. Os turnos de segurança, os códigos, a filmagem, o dia, a hora, o motivo e principalmente o aparelho, que a deu um novo sentido de viver, um objeto que iria transformar sua vida por completo, mas não do jeito que ela esperava, uma maquina revolucionaria que seria a invenção do século e daria ao homem a oportunidade de rever os fatos mais importantes da humanidade: A Máquina XXI, vulgo Máquina do tempo. - Olá Abaeté. Boa noite! – cumprimentou ela sorrindo de orelha a orelha para o ancião de sua tribo que trabalhava no L.P.A. Abaeté significava homem de respeito em tupi. Todos de sua tribo podiam trocar seus nomes para outros que condiziam mais com seu caráter e personalidade. - Boa noite, Aiyra Yara. O que está fazendo aqui há essa hora? - perguntou curioso se referindo a ela por filha em tupi. Era quase meia noite. A maioria dos funcionários tinham ido embora há algumas horas, assim como ela, na verdade; porém o seu retorno já era previsto em seus planos. - Esqueci minha bolsa no setor XVII. Meus documentos estão todos dentro dela, Abaeté. Minha carteira de identidade, meu CPF, meu título de eleitor, meus cheques, até minhas chaves. – Ok, exagerei. - E como você conseguiu entrar em casa? – ele olhava desconfiado para ela através de seus braços cruzados. - Eu não fui para casa ainda. Bernardo me convidou para jantar. – bufou.- Engraçado... Ele saiu meia hora depois de você. – retrucou ao checar a caderneta de horários da portaria. Tá querendo me encrencar é? Droga. - Eu tinha que saber se ele não estava mentindo para mim, Abaeté, é obvio. – mentiu – Passei no restaurante e quando soube que ele realmente reservara uma mesa para nós, bom... O que eu pensei? VAMOS VOLTAR! – Yara deu um gritinho para “comprovar” a autenticidade da informação. - Sério? Conte-me tudo! – riu maravilhado. Yara tinha certeza que a notícia fosse verdade, não iria ser somente ele a querer se informar da mais nova novidade no caso amoroso da historiadora Yara e do físico Bernardo. Para os da tribo de Yara, História valia mais que Matemática, sua cultura era mais valorizada e os rituais de antigamente ainda podiam ser feitos graças aos relatos de geração em geração; para eles, se a história valesse somente isso, já bastava. Contudo, para o L.P.A., o que contava era sua eficiência em questões matemáticas que fazia jus às expectativas dos seus pais. Tanto ela quanto Bernardo tinham crescido sobre a guarda do laboratório para se tornar, no futuro, os profissionais que substituiriam os cientistas aposentados. Quando ambos os pais de Yara morreram, o até então diretor do L.P.A. e pai de Bernardo deixara que continuasse seus estudos junto com os outros garotos. Eles eram, devido a sua carga genética criteriosa, os melhores em diversos ramos da sociedade. Eram treinados para se tornaram os próximos líderes em biotecnologia, engenharia, atomística, pesquisas, mecânica, computação de todo o mercado brasileiro. Seus ensinamentos eram comparados aos universitários de Cambridge e Massachuchets, melhores em cada segmento. Existiam aqueles que não se identificavam com o propósito do L.P.A., mas ao saírem se tornavam pessoas extremamente influentes e muitos deles eram os que disponibilizavam recursos para o Setor XVII mesmo sem conhecer sua proposta. Afinal, eles significavam a nova esperança da nação brasileira que emergia faminta por destaque no panorama mundial. Nem a dor da perda dos pais, nem a humilhação de continuar os estudos devido a uma pessoa que a apadrinhava, a fez desistir. Ela evoluíra. Seus feitos e considerações se tornavam cada vez mais valorosos e importantes nas decisões da diretoria. Seu carisma e facilidade de conversar com as pessoas renderam a ela prestígio, mesmo sendo tão nova. Ninguém jamais fizera algo parecido em tempo algum. Como conseqüência, recebera antecipadamente o pedido para participar do Setor XVII. Ninguém além dos que trabalhavam naquele setor sabia do que ocorria lá dentro. Quem se comprometera a participar, também teve que prometer manter sigilo. Se os outros países soubessem o que o Brasil estava fazendo interfeririam e assim acabaria a oportunidade do país de tentar minimizar o monopólio estrangeiro nele exercido há tanto tempo. Cada um usa a arma que tem... - Você sabe, Abaeté... – tentava corar – Ele disse que nós devíamos nos dar outra chance; nos conhecemos há muitos anos, sabemos nossas qualidades e não deveríamos ficar separados – continuou a mentir – Disse que sentia minha falta! – falou fino. Ele riu. Não era completamente uma mentira. Um mês atrás tudo ia bem no namoro dos dois até que ela descobre a traição de Bernardo com a mais nova secretária de seu pai e acabam. A razão da separação não foi dita; tanto ela não queria que soubessem o que ele a havia feito, nem ele queria ser lixado pelos funcionários por ter quebrado o coração de Yara. Há dois dias, ele conseguira se infiltrar na sua sala e lhe reportou o que realmente acontecera; como se ela fosse um dia acreditar. Falou do mesmo jeito que ela agora relatava ao segurança. Porém ele esqueceu que com a intimidade, vem o descobrimento dos defeitos. E esses, Bernardo tinha sobrando. - E você aceitou o pobre físico de volta? – indagou ele. Se eu disser sim, será a notícia da semana; já se eu disser não, Abaeté vai contar para todos mesmo e Bernardo ainda vai ficar desmoralizado. Tenho a leve impressão que, olhando desse modo, as coisas mudam. Já que eu não estarei aqui pelas próximas semanas... vamos ferrar o físico safado! - Não. Não o aceitei, Abaeté. Ele me fez muito mal. Dizia coisas... – fungou – Nem quero repeti-las. Não posso perdoá-lo tão facilmente. – Yara quase desabava com tantas lágrimas. Mas não eram de sofrimento. Eram de raiva. Ele vai me pagar! E quando eu voltar, vou desfazer a idiotice que fiz ao namorá-lo. - Oh, minha criança! Não chore... – sossegou a abraçando – Ele não te merece. Vá, pegue sua bolsa. Cuidado lá dentro. Poucas pessoas ficaram para tomar conta do Setor XVII hoje. Feriado amanhã, o pessoal quis uma folguinha. – Melhor ainda. - Certo, senhor. Já volto. Obrigada. – sorriu agradecida. Etapa 1: COMPLETA. Agora falta pouco para eu poder vê-los novamente, mamãe e papai.

sábado, junho 19, 2010

POEMA 2

Tangi A beira da estrada escura Cantava o grilo gago Brilhante como o carvão incandescente Perdia o incrível afago. Mimosa e singela a rua do meio Sinuosa como rastro da Lua Perante os transeuntes do vilarejo O sorriso tímido de uma rudez crua. O vento nas esquinas sentia O mistério do ambiente amado Feito cria que sempre lembra Da sua origem e do seu lugar encantado Cantai a dor da saudade infinita Cantai o encanto do ausente Perante o Sol do dia A foto traz a sua imagem presente Assinado por Catabi.

sexta-feira, junho 18, 2010

VIDENTE!

AHAAAAAA! COMO EU TINHA DITO HÁ UM MÊS: O CASAMENTO DE FÁBIO JR. ACABOU! Também, depois de tanto choro e reclamação, só podia ser. Esse durou quanto tempo? Sinceramente, nem sei. Se alguém souber, sinta-se a vontade para informar! Obrigada Cainho pela notícia! Te adoro, Best! Esperando uma possível melhora, principalmente no lado musical, (se Deus quiser!) A Vidente

quinta-feira, junho 17, 2010

NA TORCIDA!

People, I'm sorry. Eu sei que não estou aqui como queria, mas não me culpem. Estava estudando para fazer o simulado que valia a minha nota simestral no colégio. Ainda bem que só tenho mais um ano lá. Vou ainda saltar uma bomba naquele presídio :x uiahsiuah, brincadeira. Nenhum atentado! (dedos cruzados) Estou de volta! UHUL! Já me sinto de férias. Tenho ainda umas aulinhas, mas nada de tão importante; que os professores não me escutem. Nesse momento, estou na Cultura Inglesa onde fiz, há 10 minutos, minha prova oral. Foi muito boa, apesar de fazer sozinha já que era a única que ainda não tinha feito. Um grande problema meu é que eu tenho uma mania desgraçada de falar: "I don't know" Shit. Tirando isso, estou aliviada de 'largar' a cultura para me dedicar exclusivamente para o vestibular; com as cotas e o ENEM fica pau... Bom, nos viramos. Amanhã é a prova escrita. Ferrou! Outra coisa. O QUE DIABOS FOI AQUILO DE JOGO DO BRASIL CONTRA A COREIA? Kaká não fez nada. Robinho e Chorão (apelidei o norte-coreano que chorou no hino nacional assim) foram os melhores em campo. E Luis Fabiano, a gente sabe que você quer fazer gols querido, mas dá para você manerar nas faltas? Assim, não há santo que te guie no caminho do gol, baby. Lá na sala já fizemos um bolão para domingo. Acredito que será 1 x 1; espero que esteja errada. Prometo que assim que tiver algo de construtivo para escrever, serão os primeiros a ler meus amados rascunhos. Adeus, até a próxima! P.S.: DÁ-LHE BRASIL! :D

sexta-feira, junho 04, 2010

CAMPINA

Aqui estou eu, escrevendo no terraço do apartamente de minha avó em Campina Grande, ou melhor, CG City, como costumo chamar. O tempo se encontra totalmente nublado desde às 16h e essa cidade está um caos. A chuva não para. E para completar, a partir de hoje, O Maior São João do Mundo acontecerá por 30 dias sempre com a animação típica dos nordestinos em relação ao nosso forró. Ao me aproximar do computador, tinha em mente terminar de passar todas as folhas já preenchidas com minha estória a limpo, contudo inventei de dar uma "passadinha" por aqui e não resisti ficar somente olhando; tinha que pôr algo para atualizá-lo. Já estou praticamente pronta para aproveitar a abertura no Parque do Povo, mesmo com chuva. Ah, estou escutando a Correio. Estão dizendo que tem segurança total. Detector de metal, câmeras de vídeo. Muito bom! Não percam em vim para cá, certo? De Aviões e Garota Safada, Elba e Zé Ramalho até o pé de serra nas Ilhas de Forró. Hoje tem Tom Oliveira e Aviões do Forró. Amanhã, GAROTA SAFADA! Tenso. Bom, e agora eu mal digitei tudo o que eu queria e me vou. Mom's chamando. Não tenho tempo. Abraço! P.S.: Soube que uma boa supertição para parar a chuva é pôr farinha debaixo de Santa Clara e pedir que "clareie"... Não faz mal colocar 10 pães do lado da Santa, não é? Ela já está ganhando; no lugar de só farinha, adicionei trigo, sal e fermento a mais. Perdoe-me, Santa.