POEMA 2
Tangi
A beira da estrada escura
Cantava o grilo gago
Brilhante como o carvão incandescente
Perdia o incrível afago.
Mimosa e singela a rua do meio
Sinuosa como rastro da Lua
Perante os transeuntes do vilarejo
O sorriso tímido de uma rudez crua.
O vento nas esquinas sentia
O mistério do ambiente amado
Feito cria que sempre lembra
Da sua origem e do seu lugar encantado
Cantai a dor da saudade infinita
Cantai o encanto do ausente
Perante o Sol do dia
A foto traz a sua imagem presente
Assinado por Catabi.
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