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sexta-feira, abril 30, 2010

SÍTIO 2

O que aconteceu com a garota Discovery Channel? Por que deixou de ir à fazenda? A sociedade a modificou? Pergunto-me constantemente a razão de minha subta mudança. Sou conhecida como “A do Contra”. Se alguém diz que o leite é branco, eu digo que é azul-amarelado, apesar de nunca poder comprovar. Nos meus devaneios diários, culpo a necessidade de me adequar ao mundo que vivo como causa da trágica modificação. Mas se sou a garota do Contra, por que me deixei influenciar? Em meus dezesseis anos de vida, já aprontei bastante. Briguei, xinguei, falei palavrão sem me importar com as pessoas à minha volta. Por acaso fui menos merecedora daquilo que conquistei, das amizades que criei e das opiniões que argumentei? Não há nada de vergonhoso em admitir que errou e querer consertar. Nunca saberei como eu seria se não tivesse amadurecido e continuasse a viver como uma moleca. Algo bom não iria sair disso, tenho certeza. Mudanças que nos fazem melhorar são bem-vindas. Se você fez alguma coisa diferente do usual não foi ao acaso. Coisa alguma o é. Aqueles que acreditam em destino, creem que sua vida está previamente escrita nele; mesmo quando tentamos driblá-lo. É angustiante saber isso, eu sei, mas sempre vale à pena tentar. Com um sentimento de renovação em meu peito, voltei, no fim de semana passado, a visitar a terra de meu pai depois de um longo período de tempo. Não vou mentir dizendo que não fiquei desapontada ao ver que estava igual. Foi uma decepção! Somente, após uma noite de descanso decidi observar o sítio de outro jeito. Deixei de lado a incansável pesquisadora e me deti aos detalhes os quais há muito passavam despercebidos. O som do vento ao bater nas folhas, o cheiro de terra molhada, os olhares e sorrisos de pessoas andando pela rua, o latido os cães; uma verdadeira sinfonia. Essa descoberta me fez perceber que não existe um só ponto de vista. Raros são as pessoas que o conseguem mudar, mas, quando são expostos diante de tão maravilhosa dádiva, mostram-se surpresos com o novo mundo surgido a sua frente pronto para ser explorado em um simples e rápido piscar de olhos.
P.V.

quarta-feira, abril 28, 2010

SÍTIO 1

Duas semanas. Era tudo que meu pai pedia para visitar sua terra natal, Viçosa – Al, todos os anos. Não era muito na opinião dele, mas para mim era um tipo de sacrifício de proporções cesarianas. O pior eram as datas que mudavam temporariamente. Há algum tempo caiu no meio de junho. Perdi grandes momentos do São João por causa disso. Quando eu era menor, nem me importava em ficar no sítio, afastada do mundo, todo esse tempo; na verdade, lutava para prolongar minha estadia. Tudo era novo. Meu espírito de aventureira aflorava sempre que chegava a época da tão esperada viagem. Também, ter um lugar praticamente deserto para vasculhar e descobrir “novas espécies de animais” debaixo de pedras, quem não iria aproveitar? Até a mais introvertida criança se divertiria bancando o Sherlock Homes. Contudo os anos se passaram e eu fui crescendo. Não me bastava só explorar; já tinha andado pelos campos e pulado em todas as árvores existentes no terreno. O sítio em nada mudara. Minha vida de descobertas estava chegando ao fim. E assim, fui me esquecendo do lugar que eu mais amara na infância. A internet entrou de modo imprescindível em meu cotidiano. Comunicar-me com meus amigos era essencial. Escola, provas, festas; tornei-me sobrecarregada. A sociedade nos faz assim... Verdade? É como eu deveria estar? Valia a pena abrir mão de algo tão precioso para mim como a vida ao ar livre para impressionar os outros quanto a mim mesma?
P.V.

NOVIDADE 1

Pessoas que visitam esse blog, Pasmem! O texto que fiz em homenagem a meu avô foi publicado no Correio da Paraíba no domingo passado. Fiquei muito feliz. Levei o jornal para o colégio e fez o maior sucesso. Até Hudson gostou! Minha mãe me disse que o editor perguntou se eu tinha mais textos bons. Uhuuul, Pâmela! Graças a Deus meu trabalho esta sendo recompensado. Eu adoro escrever, por mais que seja só um hobbie como fala minha mãe. Espero que dê frutos no futuro! P.S.: Não sou nem louca de mostrar a Silvia, Suzi. Ela vai dizer que o ARTIGO DE OPINIÃO está muito informal para ela. Fazer o quê? P.V.

BONUS 1

Para aqueles que gostaram da sinopse ou até já assitiram o filme: "Te amarei para sempre", foi deste livro: "A mulher do viajante no tempo" que a história foi tirada.
Ainda não li a estória, porém se for tão bom quanto o filme, vai arrancar suspiros de todos. Em outras palavras: LEIAM!
Tenham uma boa tarde!
P.V.

quarta-feira, abril 21, 2010

POEMA

Se um dia eu fraquejar,
Eu sei que você estará lá,
Me estendendo a mão,
Até eu me recuperar.
E se não me recobrar,
Você esperará,
Até o dia acabar
E a noite passar.
Porque eu sei
Que você vai me ajudar
A superar
Cada perda e obtáculo,
Que em minha vida haverá.
Nada nem ninguém
Ficará em nosso caminho,
Pois somos mais do que mil,
Somos um. Você verá!
O sol, o chão pode rachar,
A flor, murchar,
O frio, congelar,
Mas logo a primavera irá chegar,
E com ela tudo vai mudar
E o que aconteceu antes,
Se esquecerá.
Pois somos mais do que mil,
Somos Um!
Amor, eterno amor.
P.V.

domingo, abril 18, 2010

NINE

Realmente, um filme bem preparado. Desde as músicas até o figurino, o que mais percebemos é a dedicação da equipe em fazer um musical que compita com Chicago. Apesar de algumas cenas macabras e de visuais sinistros como o de Fergie, o que me deixou muito impressionada foi a sincronia de movimentos entre as dançarinas e as atrizes nas diversas danças. Músicas maravilhosas e bem interpretadas. Take it off, pode ser a mais famosa do filme, mas, quando Kate Hudson começou a cantar, não consegui prestar atenção em nada além dela. Apaixonante, animado, e mulherengo, o ator Daniel Day-Lewins tornou o diretor italiano Guido, um espetáculo. Fantasma da Ópera sempre será o primeiro lugar em musicais. Contudo, Nine, com certeza, vem em seguida! Assistam!
P.V.

sábado, abril 17, 2010

ESTUDO

Todo mundo sonha em ser alguém na vida. Alguns têm mais habilidade com os números, outros já gostam de mexer com o que move a vida de cada ser, boa parte busca respostas para as suas perguntas, tem aqueles que vivem relembrando o passado e procurando nele explicações para o que acontece hoje em dia. Alguns gostam de cantar, outros de tocar. Para uns, visitar outros lugares é tão gratificante que tornam isso uma profissão, para os mais intelectuais, teorias não valem nada sem uma prova prática. Justiça é o lema de certas pessoas, e o dom de administrar um projeto não falta para a uma grande minoria. Todos têm metas, objetivos e desejos. Cada profissão tem seu lado bom e o lado ruim. Algumas são difíceis e se você não gostar verdadeiramente não consegue seguir até o fim. Por outro, se você pensa em algum dia se tornar independente e marcar a historia, não pode começar desistindo. No campo de trabalho que eu quero seguir não há vagas para todos. Cada vez o mercado se tornar seletivo. Só os melhores conseguem ‘sobreviver’ a ele. Na maioria das vezes, não desempenhamos os papéis que queríamos na sociedade que vivemos. Se você é criativo, desenrolado, inovador, já sai na frente. Inteligência todos tem. Uns a usam de forma indevida, outros a aproveitam ao máximo. Assim somos divididos. São nossas atitudes durante a infância e adolescência que definem quem vamos ser no futuro e como iremos exercer nossas profissões escolhidas. Não foi a toa que eu escolhi esse tema. Com a aprovação das cotas e provavelmente do Enem, a entrada nas Universidades Públicas vai ser mais concorrida. Aqueles que estudam no final do ano simplesmente não passam. Não há como. Um ano de estudo, no mínimo, nos faz aptos a entrar aonde queremos. Sou contra as cotas, sim. O governo deveria melhorar a escola pública, a base, e não deixar para botar pessoas pouco preparadas para serem os profissionais do futuro. Muitos deles não conseguem acompanhar os cursos e deixam vagas sobrando em cursos muitas vezes enormemente concorridos como medicina. Quem na área de saúde não daria tudo para entrar na Universidade Federal? A quantidade de pessoas que aproveitariam essa oportunidade é mil vezes maior que o número de vagas que são disponibilizadas por ano. É por isso que eu me decidi. Hoje fui a UFPB e a vi pela primeira vez. Não sabem a felicidade que eu estava ao entrar naquele lugar. Muitas pessoas que por ali passaram, são bem sucedidas atualmente. Só o estudo fez com que passassem. Elas ralaram para serem os melhores. O número de concorrentes que eu vou ter que ‘vencer’ vai ser grande e não iria ser menor sem as cotas. Começar a estudar a partir do princípio é a chave da sua entrada. Não se esquecer das matérias que mais exigem sua atenção: as matérias que você menos gosta. Se você conseguir entrar de primeira, Parabéns! Se não, continue tentando. Algumas vezes, crescemos ao falhar. Bom, eu espero não falhar. Física (eca!) está me esperando. Quem sabe se um dia eu não aprendo essa coisa?! P.V.

terça-feira, abril 13, 2010

VIAGEM

Ontem a noite, assisti um filme me que marcou; chama-se: Te Amarei Para Sempre, com Eric Bana, o Heitor de Troia, e Rachel McAdams, a Irene de Sherlock Holmes. Conta a estória de um homem, Henry (interpretado por Eric), que tem uma anomalia genética: ele pode viajar no tempo. Contudo, ele não consegue controlar seu dom, o que o deixa muito irritado. Em uma de suas várias viagens, ele conhece Clare Abshire (Rachel McAdams) ainda criança e ela logo se apaixona por ele. Com o passar dos anos, ele a visita cada vez mais. Após se tornar adulta volta a encontrá-lo, mas Henry não faz idéia de quem Clare seja. Ela o explica sobre como seu Eu do futuro a contactou e mandou-a explicar o que se passava com ele. A partir daí, a estória de Henry realmente começa. Não sei se foi por coincidência do destino ou não, o assunto abordado no filme é o mesmo que eu exponho em um livro que estou fazendo. A volta no tempo. Esse assunto a muito é discutido por filósofos e cientistas de todo o mundo. Quem não daria tudo por uma chance de corrigir algo que teve repercussão ruim nos dias de hoje? A minha estória não é sobre alguma pessoa com anomalia genética, pode ter certeza. Para falar a verdade, o diretor viajou por outra galáxia para tirar essa idéia que é muito boa, diga-se de passagem. Ninguém havia pensado ou tentado se expressar dessa forma antes, pelo menos até onde meus conhecimentos chegam. A estória a qual irei falar se dá nos dias atuais. Yara, meio índia, meio europeia, trabalha em um laboratório de pesquisa científica. Numa noite, passados três anos da morte dos pais, Yara decide se fazer de cobaia para a máquina de volta ao passado que gênios de todos os países construíram em um lugar afastado de todos os olhos cobiçosos: o Brasil. Contudo, algo deu errado naquela noite e sua vida virou de cabeça para baixo; em vez de voltar somente três anos para salvar os pais, ela volta quatrocentos anos, para a Era Elizabetana e no lugar mais impensável do mundo: no meio de uma batalha. Sorte dela se souber usar uma espada.
P.V.

segunda-feira, abril 12, 2010

LEMBRANÇAS

Texto feito a partir da observação de meu albúm de quinze anos.
A passagem
A data mais esperada pelas meninas de todo o país; é a mais festejada, com as mais famosas atrações, cada vez melhor decorada, penteados elaborados, fotógrafos a postos, vestidos impecáveis, comida deliciosa... e estresse total. É assim que qualquer garota fica ao chegar seu dia de mudança da infância para uma fase da vida com maior maturidade, seu conto de fadas particular, seus quinze anos. Como tantas milhares delas, eu tive meu sonho realizado naquela noite, também. Mãe apreensiva querendo chegar às oito horas e pai, às dez; a grande surpresa de ver pela primeira vez o local já pronto e saber que tudo que você pensou estava lá de um modo aprimorado; bebidas, por mais explicitas que fossem as negativas de meu pai, tinham abundantemente no bar; amigos mais íntimos vindo deslumbrantes à MINHA festa; banda tocando minhas músicas preferidas e DJaee, os hits da temporada. E então, culminou-se, sem sombra de dúvidas, a principal parte da festa: a descida das escadas. No começo, fiquei tão hesitante em virar o centro das atrações que, ao me expressar à cabeleireira, recebi um esporro que jamais esquecerei: “Nem comece, Pâmela! Você tá linda, o mundo é perfeito e a festa é sua. Agora desça lá e deixe todos de boca aberta!” Falou com tanta certeza que decidi não questioná-la com medo de o esporro avançar para uma luta física de empurra-empurra. O lado positivo é que eu não cai da escada por nervosismo; o negativo, por maior que fosse a vibração dela, seu discurso não diminuiu 0,01% de meu pavor de cair. Apesar de algumas atribulações, a festa não poderia ter sido melhor. Significou muito para mim e vai ficar gravada em minha memória pelos anos que ainda terei. Somente as garotas que já tiveram seu dia D, sabem o que estou falando. No fim, tudo deu certo. Houve até gente querendo levar o último uísque da festa! O que eu pensava ser algo utópico se revelou em uma experiência inesquecível e uma noite de alegria incontável.
P.V.

sábado, abril 10, 2010

OBJETIVOS

Blog feito exclusivamente para armazenar todos os meus rascunhos, criticas, ideias, livros e dia-a-dia. Mais precisamente, é um modo de descontração em meio a um ano tão atribulado quanto esse.
Para começar, selecionei um texto que fiz ja ha algum tempo sobre meu avô. Ainda triste devido a sua partida, encontrei na escrita um modo de desabafo. Recebi muitas criticas positivas de meus amigos mais proximos e creio, particularmente, que me expressei de modo satisfatório. Aproveitem.
Uma falta atemporal
O que é perder um pai? Como você se sente quando vê sua mãe partir? E quando é o contrário, quando uma mãe diz adeus a seus filhos, suas crianças, seus bebes que, para ela, nunca vão crescer? A dor passa com os anos como todos dizem? Há alguma hierarquia de amor? Um amor de pai é diferente de um amor de mãe? Como, afinal, uma pessoa consegue continuar a vida quando se despede precocemente de alguém querido? Bem, vou dizer a vocês que não foi isso que aconteceu comigo. E se fosse não sei como minha saúde mental sairia sem danos. No meu caso, não foi uma mãe ou um pai a ir embora, foi meu avô, o meu primeiro grande pesar. Ver o corpo de uma pessoa tão amada branco de formol e suas narinas ocupadas por algodão, é a imagem que mais quero manter em uma caixa-forte em minha mente. No mínimo, devo assegurar-lhes que não foi uma coisa que eu quero assistir novamente. Palavras de consolo de nada servem nessa hora. ‘Minhas condolências’, ‘Meus sentimentos’, ‘Não fique assim minha criança. Tudo vai dar certo’, ‘Com o tempo você vai ver que só vai se lembrar dos momentos felizes ao lado dele’. As pessoas falam isso porque é de praxe. Qualquer um sabe que, quanto mais o tempo passa, mais ficamos incapacitadas de lembrarmo-nos como antes de quem tanto amamos e o quanto queríamos que Deus não os levasse. Então me pergunto o que me faz seguir em frente? A resposta vem instantaneamente. Não sou a única pessoa que sofre pela sua partida e tão pouco sou a única que o conhecia e que também sente falta de suas lições. Tenho que ser forte por minha família, por seus amigos mais íntimos, por seus companheiros de luta pela vida desses últimos meses, e acima de tudo, tenho que ser forte por minha mãe. Meu porto seguro. O meu pesar em nada se compara ao dela. A ela cabe sim, todo o amor que tenho a disposição. Nem as estrelas, nem as borboletas podem ser chamadas pelo nome de meu avo. Ele é único e para sempre, como bem falou meu tio mais velho. Para os cristãos, ele está lá no céu nos olhando, guiando nossos caminhos, advertindo-nos quando erramos e chamando a nossa atenção de algum modo, seja seu espírito, seja a partir dos desígnios de Deus. Ele é meu exemplo; orgulhá-lo é o mínimo que posso fazer em sua memória; desde as boas ações, até atuando com justiça e ouvindo sempre os dois lados da historia antes de julgar, como ele costumava fazer. Seu corpo pode estar inerte descansando, seu espírito pode estar livre pelo mundo, mas aqui, na Terra, seus ensinamentos nunca serão esquecidos. A você, devemos tudo. A você, meu carinho mais terno. Que viva eternamente, meu guia lingüístico. Laos Deo.
P.V.