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domingo, maio 30, 2010

PEQUENA AMOSTRA

Olhou para os lados procurando qualquer saída que a tirasse daquela situação. Não lhe bastava arrastá-la 400 anos na historia, especificamente para a Inglaterra do Reinado de Elizabeth I; não... Ele tinha que vir com ela! Miserável! Diante de Yara, sorrindo de orelha a orelha, estava a pessoa por quem ela mais nutria ódio, Bernardo, o homem que havia lhe tirado a possibilidade de voltar no passado para salvar seus pais e, infelizmente, ex-amante, não que isso contasse alguma coisa. Seu jeito espalhafatoso característico havia sido substituído por uma calma e firmeza digna de admiração. Patrícia, antiga inimiga, e agora companheira informante do ‘mundo real’ dissera que ele estava sumido, porém ela nunca adivinharia que ele a tivesse acompanhado nessa jornada. Era impossível. Programara a energia para levar somente uma pessoa. Contudo, apesar de todas suas suspeitas lá estava ele, acompanhado de uma bela mulher, possivelmente francesa devido à cor do cabelo e ao sotaque arrastado, nos cumprimentando. Descarado! Ah, ele não sabe com quem se meteu. Se notara seu desconforto, ele não demonstrou. Por mais que ele povoasse seus sonhos meses atrás, agora ela conseguia ver que debaixo de tamanha beleza havia um homem desprezível e ciumento que a tratara mal e a influenciara das piores formas possíveis. Iria descobrir o que acontecera com ele e o que ele estava confabulando. Ah, como iria! E conhecendo-o como ela fazia, não seria nada bom. - Concede-me esta dança, mademoiselle Watson? – dirigiu-se a ela educadamente através do sobrenome que inventara devido a atriz Emma Watson. Bernardo, aliás Sir. Bernard De La Von, como era conhecido agora, desgrudara-se da francesinha e estirava-lhe o braço. Desde quando ele sabe falar francês?! - Certamente, Sir. Bernard. – sorriu ela aceitando a oportunidade de desvendar o motivo da sua vinda ao séc. XVI. Quando estavam afastados o bastante para não serem escutados, todo o semblante de alegria que sustentara fora embora do rosto de Yara. - Ora, ora. Olha com quem estou dançando após tanto tempo. Já sentia falta de sua leveza, meu anjo. E pensar que nos separamos... Uma pena. Poderíamos ficar assim pelo resto de nossos dias, um completando o outro. O que achas? – sem esperar resposta, continuou - Que oportuno esse encontro, não? Revivendo nossos grandes momentos assim como eu, minha querida namorada? - Haha. Veja minha cara e você terá sua resposta, seu canalha. E relembrando, meu amorzinho, não somos mais um casal. Faça essa idéia penetrar em sua mente: não sou mais sua. Vai-te catar com esses seus grandes momentos! – irritou-se. - Não sabia que continuavas com esse linguajar, amorzinho. – ele a imitou sarcasticamente - Uma coisa que eu aprendi desse período é que temos que ser polidos. Queremos ser aceitos pela sociedade, ma douce. Se comporte como uma boa menina. – deu-lhe um sorriso que antes tinha o poder de fazê-la ter uma parada cardíaca. Nesse momento, o que mais queria era quebrar todos estes dentes perfeitinhos e mostrá-lo onde deveria enfiar esse comportamento. Contraia os seus instintos, respirou fundo e indagou sem rodeios: - O que estás pretendendo aqui, Bernardo? – suspirou. Ele se inclinou tornando a distância entre seus rostos cada vez menor. Ao seu redor, diversas pessoas observavam o modo que o casal se deslocava no salão e, principalmente, a proximidade deles dois. Com certeza, as fofoqueiras da corte teriam assunto de sobra para se deleitar por uma semana inteira. - Você me conhece mesmo hein, Yara? – ele gargalhou – Queres saber mesmo, minha linda? Ela balançou afirmativamente a cabeça. Tenho que saber. Só eu posso detê-lo caso se interrese em desagradar alguém. Espero que não tenha nada haver com isso... Espero. Ele se aproximou mais. Agora se encontravam parados no centro do baile tomando a atenção daqueles que não estavam participando da valsa. - Eu quero mudar a história conhecida, Yara. Eu não quero ver o mundo desmoronar como estava antes de viajarmos. E a Inglaterra, por nossa sorte, é o país mais influente do globo. – eu tentava, mas não assimilava nenhuma palavra que ele dizia – Ou seja, Srta. Preguiçosa, o que eu quero e vou fazer é simples; – sussurrou em seu ouvido – eu vou matar a Rainha. Gelou. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Pessoal, eu sei que não estou tão presente no Armazém, mas vocês têm que entender... Ano de vestibular, tentando terminar pela primeira vez um dos meus diversos livros, e ainda tendo que manter ‘a social’. Bom, devo dizer que não é fácil. E pior: ainda não sei que profissão irei abraçar. Minha cabeça está a beira da loucura. Nem me fale. Aqui é um pequeno pedaço da estória que tão apaixonadamente estou fazendo. Adjacente a esta, vem outra a qual, em outra oportunidade, porei uma sinopse aqui. Abraço a todos.

domingo, maio 23, 2010

FÁBIO JR.

Uma apresentação musical mais emocionante do que a de Fábio Jr. ontem, 22/05/10, na casa de shows, Domus Hall, jamais haverá em João Pessoa. Desde o começo, o pai do também cantor Fiuk, se mostrava aborrecido com alguma coisa. Nos intervalos das músicas, sua presença era sempre vista junto ao seu tecladista. Se bebia água ou algum outro tipo de destilado, nunca poderemos saber; contudo, sua voz embargada e sua determinada negação às várias músicas amorosas cantadas serviram fortes indícios de uma extrema instabilidade interna. A perda de compostura começara mais ou menos no meio do show, ao interpretar sua canção-mestre: “Pai”. De sequência vieram “Pareço um menino” e “Alma Gêmea” as quais agravaram o estado emocional do pobre cantor. As opiniões sobre o espetáculo se divergiam entre os quatro componentes de minha família que o assistiram. Minha mãe o achara fantástico. Alegava que ele “sentia” suas letras. Meu pai, que poderia ser menos meloso. O terceiro membro pensante da família que dormira o show praticamente todo, ao final perguntara: Ele já cantou “Pai”? Ou seja, deixemos tal comentário de lado. Quanto a mim, só pude chegar a duas conclusões: ou ele estava altamente embriagado e se pôs no papel de homem traído, ou veremos, logo logo, um anúncio sobre a sua mais nova separação em todos os tablóides de revistas como Tititi e Caras; se brincar, até na Minha Novela sairá alguma reportagem. Aqui venho me solidarizar com tamanha situação. Espero que essa fase da vida não deixe nenhuma consequência, e que ele encontre rapidamente alguma maneira de desabafar, seja escrevendo, gritando em plenos pulmões do quintal de sua casa, ou socando uma pilastra de gesso, quebrando assim sua mão. O que seria uma pena. Por mais velho que esteja ainda “é pegável”, como fala uma de minhas grandes amigas. No fim, antes de me debruçar na cama e dormir até as doze horas de hoje, decidi que o show anterior ao dele, Alex Coen, valeu, verdadeiramente, o dinheiro que meus pais gastaram com meu ingresso. Sua alegria no palco e desenvoltura me impressionou; sem contar que sua imitação de Alcione e sua pronúncia da língua inglesa supera e muito a de meu professor do colégio. Sem ressentimentos, M.
P.V. P.S.: Esperando ansiosamente a próxima diversão proporcionada pela Domus com Chico Anísio e Tom Cavalcante nessa sexta-feira. Voltarei em breve com mais um comentário da performance dos dois mais notáveis humorista do Brasil. Provavelmente.
Sintam-se abraçados!

segunda-feira, maio 10, 2010

VISÃO

Um lago à minha frente. Vacas mugindo ao fundo da paisagem, garças grasnando à procura de um parceiro, pássaros característicos da região voando e proporcionando sons a tanto esquecidos. Rebanhos de carneiros e ovelhas passeando por uma estrada de barro. Dúzias de vagens espalhadas pelo chão tinham como mater as infinitas algarobas predominantes na vastidão dos planaltos rochosos. A sensação do vento ao bater em meu rosto e transformando meu cabelo em ondas. A imensidão do céu escasso de nuvens escuras com um azul admiravelmente mais bonito que o mar. Pontos de luz a cada 100 metros os quais, à noite, tornam-se lugares certos para as festanças dos besouros beberrões que procuram se aquecer. E como não podia faltar, um milhão de moscas ao meu redor acabando com minha paciência através do contínuo zum-zum-zum de suas asas. A casa central, que comandava as diversas casinhas amarelas de zeladores, podia ser vista por trás. Cavalos de passeio e cavalos-guias; estes escoltavam nelores e holandesas em segurança para os pastos a minha direita. Em um cercado, que não se vê daqui, acontecia uma paquera entre o poligâmico macho alfa e suas ninfas-vacas. Araras comedoras de dedos esperavam por “um pedaço de pão” vindo de sua potencial próxima vítima. Havia ainda lebres ariscas aos visitantes que se reproduziam com a mesma velocidade das amebas presentes em seus organismos. Para fechar o estranho zoológico do local: galinhas atletas esperavam pela futura olimpíada de cacarejo e corrida de 200 metros. Se não fosse inusitado, seria cômico. O lugar que me deu a inspiração para descrever é uma simples fazenda no interior do cariri paraibano. Nas poucas vezes que venho aqui, sinto-me bem. Mas somente dura cinco dias. Uma semana? Melhor me internar no Juliano Moreira. Esse é o cenário que vejo diante de mim. E olhe que estou sentada na cancela de madeira pertencente aos garrotes. Imagine se eu estivesse em uma cadeira de verdade?! P.V.

MÃES

Ontem foi Dia das Mães. Para muitas pessoa pode ser somente mais uma data comemorativa ou uma a qual satisfaz comerciantes em todas as partes do Brasil. Penso assim como os que acreditam na última alegação. Por que só um dia se podemos dar os 350 dias do ano a mulher mais importante de nossas vidas? Chega a não fazer sentido. Bom, por mais que eu sempre dê cartinhas ou textinhos à minha mãe pelo seu dia, esse ano quis homenageá-la de um modo diferente. Pela primeira vez de minha vida, a dei um presente de verdade: um par de brincos e um anel. UHUL! Pensando que era pouco, fiz um texto que pretendia publicar. Dessa vez pagando se necessário. Isso não se tornou realidade por um simples motivo: surgiu uma festa de comemoração para minha avó. Assim poderia lê-lo para todos. No dia, bateu aquele medo. “Caramba, eu não vou conseguir ler em frente a todo mundo”. A solucao para meu dilema se deu na manhã do dia 09/05/10. Por que ler para todos se a única pessoa que importa é minha mãe? Simples. Li após o café-da-manhã para ela e minha avó. Como babonas que são, choraram enquanto eu lia. Elas disseram que estava bom. Eu não sei. O texto está a seguir: Amor, eterno amor

Quando esta época do ano se aproxima, fico a me perguntar o que dar de presente à mulher que me deu a luz; com certeza, não sou a única a ter esse questionamento. Como expressar nosso amor pela pessoa que esteve ao nosso lado a cada levantar e pôr do sol, que nos alimentou e nos zelou enquanto estávamos doentes, incapazes de falar nada, vivendo a gemer e pedir colo? Apesar de trabalhar por tantas horas, é a que vem assim que chamamos e acalenta nosso coração com as mais doces palavras e mais sinceros sorrisos. Como, afinal, podemos compensá-la? Ainda criança, escutei algo de minha mãe que jamais esquecerei: “O amor é como uma planta. Temos que dar carinho, atenção, adubá-la e banhar-lhe o solo para que possa se desenvolver e crescer forte”. No começo, não entendi o porquê da analogia de um sentimento tão bonito com um ser que nem cérebro tem. Após algum tempo, entretanto, enxerguei aos poucos o real motivo daquele ditado. Minha mãe não se restringia ao afeto entre homem e mulher, ia além e mostrava que as relações familiares só podem ser construídas por uma base sólida, mas, ao mesmo tempo, flexível: o amor mútuo de seus integrantes. Agora sei que nada que eu dê a esta especial criatura vai corresponder ao que ela, um dia, me presenteou. O mínimo a se fazer é amá-la, dar-lhe presentes, sejam materiais ou simples gestos e confirmar, a cada ação feita por El, que não há ninguém que se igualará com aquela que, com ajuda de meu pai, me deu a vida. Mãe, sei que esta é a primeira vez que você lê um texto meu como um leitora sem prespectivas. Saiba que por maiores brigas e discussões que tenhamos e meus mais variados modos de quebra de regras, sempre te admirei e fiz e faço tudo para te orgulhar. Feliz Dia das Maes para todas as mães leitoras e, principalmente, para a minha. A vocês, a minha mais honesta homenagem. A vocês, nosso amor, eterno amor.

P.V.

sexta-feira, maio 07, 2010

ARTICLE

Estudando na Cultura Inglesa, você é submetido a dois exames: um oral e outro escrito. No escrito, há a parte de redação que vale preciosos três pontos; nela, pode-se dissertar sobre dois assuntos dados pela prova. Semana retrasada foi a minha vez de escolher entre um article ou um essay. Depois de um batalhão de exercícios, a pessoa não tem mais coragem de escrever nada, muito menos um texto com no mínimo 220 palavras. Contudo, é assim a Cultura, e foi assim que falei sobre meus métodos de me tornar feliz mesmo nos momentos de tristeza. Complexo, não? Nem me fale. Jurava que iria zerar, mas hoje, após a aula, o professor me entregou o writing test e disse que queria meu texto como exemplo para as futuras gerações. Quem te viu, quem te vê! Valendo três, tirei 2.8. Não sei o que ele achou de tão maravilhoso em meu texto, porém fiquei realmente feliz com o pedido dele e aceitei na hora. Aqui está uma cópia do Article. Perdoem-me pelos possíveis erros de gramática que haverão. Friends, my happiness What happens when you are happy and receive bad news? Or the opposite, what makes you feel better when you think your world is falling down? Speak with your mother, discuss what is going on with your father or maybe see a comedy film? Everyone has their own way. Normally, I cry several hours before I wake up and decide do something about the problem. It is a hard process but I still can count with my closest friends. They support my decisions, they talk to me, share their responsibilities. Sometimes, when I feel depressed I call them. They are perfect and make me better. Happiness is a state of mind. I have many friends, they are important for me because, without them, I cannot see the color of the world. It is their small gestures that makes me feel alive and encourage me to do something good for my well-being. Of course, my parents help me, however, just being in touch with my chosen family I can resolve my issues. I’ve already said how can I make myself happier when I’m felling sad. And you? What can you say about your own way of happiness? What makes the world turns around is what we do, but I’m sure that being happy is a good start. P.V.

domingo, maio 02, 2010

ARTES

Recentemente, assisti ao filme: Alice no País das Maravilhas. Infelizmente, não consegui comprar a entrada para 3D; cheguei apenas três horas antes da última sessão. Fiquei impressionada com a qualidade dos efeitos especiais e a representação dos atores, de fato; porém, o que mais chamou minha atenção foi o mundo paralelo que o diretor criou. Rosas falantes, coelhos problemáticos jogadores de xícaras e gatos flutuantes, ora sorrindo, ora sumindo, são pontos fortes dessa adorável estória. Como se ficou conhecido por todos, artistas sejam quais forem os ramos têm seu lado imaginário mais desenvolvido. Podem observar criaturas de modo mais emocional que racional, criar romances, inventar artefatos, dramatizar e desenhar pessoas dependendo de seu ponto forte como uma admirável inteligência ou por seu ponto fraco como, talvez, um nariz protuberante. Sem ofensas, Luciano Hulk. Esse sexto sentido transpassar o físico, metaforicamente falando, claro. O que vemos hoje em nosso dia a dia foram, antes de tudo, ideias surgidas da cabeça de alguém de pensamento avançado à sua época. Afirmando isso, não me restrinjo àqueles com visão ‘futurística’, por assim dizer, ao chamá-los de artistas. Todos nós somos. Desde o arquiteto ao projetar um ambiente e o matemático/físico ao solucionar formas diversas de velocidade ou dilatação até o mais simples pintor ao expor seus sentimentos em uma tela 25x30. Cada um de nós é dotado de um tipo de arte. Desvendar algo extraordinário que antes estava somente em nosso mundo paralelo já é por si só um modo de fazer arte. É por isso que digo sempre que a nós foram dados dons variados, somente cabe-nos descobri-los, aprimorá-los e torná-los uteis, não exclusivamente para uso próprio, mas, sim, para toda uma sociedade.
P.V.