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segunda-feira, maio 10, 2010

MÃES

Ontem foi Dia das Mães. Para muitas pessoa pode ser somente mais uma data comemorativa ou uma a qual satisfaz comerciantes em todas as partes do Brasil. Penso assim como os que acreditam na última alegação. Por que só um dia se podemos dar os 350 dias do ano a mulher mais importante de nossas vidas? Chega a não fazer sentido. Bom, por mais que eu sempre dê cartinhas ou textinhos à minha mãe pelo seu dia, esse ano quis homenageá-la de um modo diferente. Pela primeira vez de minha vida, a dei um presente de verdade: um par de brincos e um anel. UHUL! Pensando que era pouco, fiz um texto que pretendia publicar. Dessa vez pagando se necessário. Isso não se tornou realidade por um simples motivo: surgiu uma festa de comemoração para minha avó. Assim poderia lê-lo para todos. No dia, bateu aquele medo. “Caramba, eu não vou conseguir ler em frente a todo mundo”. A solucao para meu dilema se deu na manhã do dia 09/05/10. Por que ler para todos se a única pessoa que importa é minha mãe? Simples. Li após o café-da-manhã para ela e minha avó. Como babonas que são, choraram enquanto eu lia. Elas disseram que estava bom. Eu não sei. O texto está a seguir: Amor, eterno amor

Quando esta época do ano se aproxima, fico a me perguntar o que dar de presente à mulher que me deu a luz; com certeza, não sou a única a ter esse questionamento. Como expressar nosso amor pela pessoa que esteve ao nosso lado a cada levantar e pôr do sol, que nos alimentou e nos zelou enquanto estávamos doentes, incapazes de falar nada, vivendo a gemer e pedir colo? Apesar de trabalhar por tantas horas, é a que vem assim que chamamos e acalenta nosso coração com as mais doces palavras e mais sinceros sorrisos. Como, afinal, podemos compensá-la? Ainda criança, escutei algo de minha mãe que jamais esquecerei: “O amor é como uma planta. Temos que dar carinho, atenção, adubá-la e banhar-lhe o solo para que possa se desenvolver e crescer forte”. No começo, não entendi o porquê da analogia de um sentimento tão bonito com um ser que nem cérebro tem. Após algum tempo, entretanto, enxerguei aos poucos o real motivo daquele ditado. Minha mãe não se restringia ao afeto entre homem e mulher, ia além e mostrava que as relações familiares só podem ser construídas por uma base sólida, mas, ao mesmo tempo, flexível: o amor mútuo de seus integrantes. Agora sei que nada que eu dê a esta especial criatura vai corresponder ao que ela, um dia, me presenteou. O mínimo a se fazer é amá-la, dar-lhe presentes, sejam materiais ou simples gestos e confirmar, a cada ação feita por El, que não há ninguém que se igualará com aquela que, com ajuda de meu pai, me deu a vida. Mãe, sei que esta é a primeira vez que você lê um texto meu como um leitora sem prespectivas. Saiba que por maiores brigas e discussões que tenhamos e meus mais variados modos de quebra de regras, sempre te admirei e fiz e faço tudo para te orgulhar. Feliz Dia das Maes para todas as mães leitoras e, principalmente, para a minha. A vocês, a minha mais honesta homenagem. A vocês, nosso amor, eterno amor.

P.V.

2 comentários:

  1. ow que coisa linda,sua mãe,sua vó e você são maravilhosas haha,gosto deemais,ow ficou muito bom mesmo Pam,pra variar kkkkkkkk,beijos prima te amo!.

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  2. Carolina Vitalmaio 31, 2010 5:14 PM

    Pâmp's, você é realmente uma poeta, amei sua carta, como o anonimo disse ficou realmente bom :}, titia e vóv's tem razão por chorarem, amei ♥ te amoo primaa.

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