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sexta-feira, julho 23, 2010

A GUARDIÃ DA RAINHA - CAP. 2

CAPÍTULO 2 - YARA O trajeto até o galpão foi como programado. Ninguém andava pelos corredores naquela hora da noite. Os códigos de segurança, as câmeras e o leitor de olhos compunham o sistema mais básico de identificação do L.P.A. Superada essa etapa, poderia adentrar sem medo o recinto subterrâneo do Setor XVII. Entretanto, como todo o laboratório mantinha um padrão de monitoramento constante e câmeras pelos quatro cantos, Yara teria que desviar sua rota e passar pela sala de controle geral para desligar as prováveis aparelhagens. Para um iniciante, essa seria a parte mais difícil, mas há semanas ela preparava sua missão e não seria um conjunto de acessórios tecnológicos detectores de movimentos suspeitos que a pararia. Criara o hábito de ampliar sua gama de informantes com o passar do tempo e no controle geral não era diferente. O racker que passava horas e mais horas cuidando dos computadores do L.P.A. era um dos tantos amigos de infância de Yara, chamado Thiago Vasconcelos. Nas aulas de esgrima, por ser mais gordinho, recebia reclamação dos professores e era altamente descriminado pelos outros estudantes. Até que Yara decidiu por um basta naquilo. Deu-lhe aulas extras de luta e manejo de espadas, o tornou mais atlético e decidido. Agora, não era somente o Diretor Chefe do Departamento de Segurança Computadorizada, como também um dos ex-alunos mais cobiçados pelas mulheres do laboratório. Eu gosto muito do Thiago, mas faço qualquer coisa para rever meus pais. Sentia medo de causar-lhe algum problema futuro ao penetrar no íntimo do sistema do Setor XVII, porém não poderia deixar de lado sua missão e vontade. Planejara, revisara, voltara, refizera os planos diversas e diversas vezes. No fim conseguiu um modo de deixá-lo livre de suspeitas. Ao bater na porta do departamento, foi recepcionada por um moreno alto, de cabelos encaracolados negros e olhos maliciosos tão profundos que, se não o considerasse simplesmente como um bom amigo, se renderia ao seu charme. - Olha, olha o que temos aqui? – exclamou Thiago – Se não é a mulher mais bonita de toda a região! – É! Ele tinha uma pequena recaída por mim todas as vezes que nos vemos. Pena para sua namorada. - Você é que é muito bondoso, querido. – abraçou-o. - O que a faz retornar ao L.P.A. as – consultou o relógio – meia noite e meia? – se aproximou mais – Veio aqui só para me pegar sozinho, amor? – usou seu charme. Oh, que charme! - Talvez. Consegui? – flertou Yara. Esse era o único meio de não torná-lo suspeito. Assim que as gravações fossem integres ao diretor pela manhã, ele estaria livre de qualquer culpa; afinal, quem imaginaria que a ingênua Yara Watson iria enganar alguém na vida? Ele se sobressaltou. Sempre investira em Yara, mas ela raramente prestava atenção aos outros homens enquanto tinha Bernardo como alvo principal. Ele fora o seu primeiro inimigo e aquele que tirara a mulher que adorava de seu caminho. E agora, ali estava ela, a poucos centímetros de distância, lambendo seus lábios antecipando o possível beijo. As suas vindas pelo departamento não poderiam ser em vão. - É... Bem... Isso é inesperado. – gaguejou – Entre, fique à vontade. Yara entrou mexendo os quadris. Ela não sabia que seria tão fácil. Thiago sempre sentira isso por ela? Como nunca desconfiara? Pensava que seus flertes não passavam de brincadeiras. E lá estava ela. Tentando seduzi-lo para realizar sua missão egoísta. Se sentia péssima de agir daquela forma. Pôs os sentimentos de lado e continuou: - Sempre fica sozinho a essa hora da noite? Deve se sentir extremamente solitário... – suspirou ela. - Sim... Quero dizer, me sinto solitário muitas vezes. Raramente há mulheres tão bonitas por aqui como eu queria, mas os homens dão conta. – ao perceber que falara besteira, retratou-se – Eu digo, ninguém fica junto, você sabe. Há muitos homens nesse departamento então é... Bom, esquece. O pessoal pediu para sair mais cedo, pois amanhã é feriado. Então, fiquei aqui sozinho tomando conta de tudo. – respirou fundo ao terminar. Eu mexo com ele. Interessante. - Ah, que pena. Você, tão bonito, mas tão solitário... - Gostaria de me fazer companhia? Está frio lá fora. Fique. Eu faço chocolate quente para nós dois e... Conversaremos mais enquanto os tomamos. O que acha? - Seria maravilhoso, Thiago. – ele se arrepiou pelo novo modo que ela chamava seu nome – Posso esperar aqui? Na sua cadeira? – Yara fez beicinho. - Claro, Yara. Claro. Já estarei de volta. – saiu cambaleante. Essa é minha chance. Correndo seus dedos pelo teclado constantemente usado do seu amigo, Yara invadiu o controle geral de segurança. No total, mais de mil câmeras estavam espalhadas por todo o território do L.P.A. O subterrâneo era aonde se concentravam o maior número. No Setor XVII, seu destino, havia cinqüenta câmeras por todo o perímetro. Seu destino estava ligado a essas câmeras. Teria que desligá-las para completar a segunda etapa de seu plano. Códigos surgiam a cada clique do mouse. Senhas da mais simples até as mais complexas eram decodificadas em segundos pelo programa que adquirira por um comerciante na Zona Franca. Já estava terminando de desconectá-las quando escutou o barulho da porta se abrindo. Faltavam cinco das cinqüenta câmeras. Não lhe sobrava tempo para proceder e acabar o trabalho. Danem-se as cinco. Vão descobrir o que vou fazer facilmente mesmo... Deslocou-se para o lado buscando uma posição de inocente. Suas escolhas não foram as mais fáceis, contudo eram as corretas. Mesmo ao conseguir seduzir Thiago que um rápido gesto e não ficar para continuar a festa com ele. - Yara, aqui está... - Oh, querido! Eu necessito ir ao banheiro. Poderia me dar licença? – sorriu forçosamente. - Sim, Yara. Última porta a direita. Não demore. – ele finalizou. Que pena, Thiago, que eu tenho que ir agora. Bem que queria esquecer minhas mágoas ao seu lado, pressionada contra esses braços fortes... Se pensasse nisso não chegaria a lugar algum. Correu pelos caminhos obscuros dos departamentos procurando um meio de adentrar o Setor XVII sem mais nenhum problema. Como tinha passe livre, sua entrada mal foi anotada no sistema de supervisão. Ela era um fantasma em um setor também fantasma que existia exclusivamente para aqueles poucos selecionados. Estava deserto. Não havia barulho nos corredores que integravam o galpão subterrâneo. O elevador fizera seu trabalho com perfeição e a deixara em meio a arquivos falsos que davam a uma entrada secreta por trás da estante da ala leste. Quem imaginaria que um setor todo existiria detrás de uma mera estante? Seus sentidos aumentaram à medida que se aprofundava em direção ao centro, onde o motivo do setor secreto existia. A máquina estava do mesmo jeito que a deixara de tarde. Linda e enorme. Suas vigas de metal fundido em platina estavam ainda mais brilhosas na escuridão. Computadores marcando dia, hora, latitude, longitude, ano se espalhavam ao redor de tamanha perfeição humana. Seus testes foram dos melhores. Era necessário colocar o peso certo e aquela beleza levaria quem e o que fosse ao passado. Não havia melhor no mundo. Sua exibição mundial seria dali a dois dias. Então, ou era agora ou nunca. - Olá Yara. – uma voz familiar veio de sua extrema direita. Uma voz que há pouco tempo embalava seus sonhos e a levava a um mundo melhor, de mais lealdade, companheirismo e amor. Que irônico. – Eu sei o que você quer fazer. Desculpe informá-la, mas não deixarei que isso aconteça. – Falou Bernardo, o meu primeiro grande amor e ex-parceiro. - Vamos ver se você consegue me deter. – encarei-o. Etapa 2: COMPLETA. Só falta tirar esse idiota do meu caminho e conseguirei salva-los, mamãe e papai. -.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.- Aqui está :D Beijo cats :*

AH, EU VOLTEI...

Oh pessoal! Mil desculpas pelo atraso nas postagens. Sem criatividade nenhuma nos últimos dias.. Fiz o capítulo 2 de Guardiã da Rainha. Vou postar para que vocês vejam. A demais, sem perspectiva de volta a postar tão cedo. E agora com a campanha, ish.. nem pensar. Beijo cats :*

segunda-feira, junho 28, 2010

A GUARDIÃ DA RAINHA

CAPÍTULO 1 - YARA - Tudo bem. Não há por que se preocupar, correto? É só uma mentirinha... Não vão me barrar. Não... Tô ferrada! – meditava Yara enquanto se dirigia ao L.P.A. (Laboratório de Pesquisas Avançadas) para realizar sua missão. Havia pensado muito nesses dois anos. Tinha que fazer isso. Ela queria ter os pais de volta; não queria que morressem de modo tão precoce em um acidente de transito. Já estava tudo combinado. As etapas já se encontravam devidamente memorizadas e os planos, revisados diversas vezes. Os turnos de segurança, os códigos, a filmagem, o dia, a hora, o motivo e principalmente o aparelho, que a deu um novo sentido de viver, um objeto que iria transformar sua vida por completo, mas não do jeito que ela esperava, uma maquina revolucionaria que seria a invenção do século e daria ao homem a oportunidade de rever os fatos mais importantes da humanidade: A Máquina XXI, vulgo Máquina do tempo. - Olá Abaeté. Boa noite! – cumprimentou ela sorrindo de orelha a orelha para o ancião de sua tribo que trabalhava no L.P.A. Abaeté significava homem de respeito em tupi. Todos de sua tribo podiam trocar seus nomes para outros que condiziam mais com seu caráter e personalidade. - Boa noite, Aiyra Yara. O que está fazendo aqui há essa hora? - perguntou curioso se referindo a ela por filha em tupi. Era quase meia noite. A maioria dos funcionários tinham ido embora há algumas horas, assim como ela, na verdade; porém o seu retorno já era previsto em seus planos. - Esqueci minha bolsa no setor XVII. Meus documentos estão todos dentro dela, Abaeté. Minha carteira de identidade, meu CPF, meu título de eleitor, meus cheques, até minhas chaves. – Ok, exagerei. - E como você conseguiu entrar em casa? – ele olhava desconfiado para ela através de seus braços cruzados. - Eu não fui para casa ainda. Bernardo me convidou para jantar. – bufou.- Engraçado... Ele saiu meia hora depois de você. – retrucou ao checar a caderneta de horários da portaria. Tá querendo me encrencar é? Droga. - Eu tinha que saber se ele não estava mentindo para mim, Abaeté, é obvio. – mentiu – Passei no restaurante e quando soube que ele realmente reservara uma mesa para nós, bom... O que eu pensei? VAMOS VOLTAR! – Yara deu um gritinho para “comprovar” a autenticidade da informação. - Sério? Conte-me tudo! – riu maravilhado. Yara tinha certeza que a notícia fosse verdade, não iria ser somente ele a querer se informar da mais nova novidade no caso amoroso da historiadora Yara e do físico Bernardo. Para os da tribo de Yara, História valia mais que Matemática, sua cultura era mais valorizada e os rituais de antigamente ainda podiam ser feitos graças aos relatos de geração em geração; para eles, se a história valesse somente isso, já bastava. Contudo, para o L.P.A., o que contava era sua eficiência em questões matemáticas que fazia jus às expectativas dos seus pais. Tanto ela quanto Bernardo tinham crescido sobre a guarda do laboratório para se tornar, no futuro, os profissionais que substituiriam os cientistas aposentados. Quando ambos os pais de Yara morreram, o até então diretor do L.P.A. e pai de Bernardo deixara que continuasse seus estudos junto com os outros garotos. Eles eram, devido a sua carga genética criteriosa, os melhores em diversos ramos da sociedade. Eram treinados para se tornaram os próximos líderes em biotecnologia, engenharia, atomística, pesquisas, mecânica, computação de todo o mercado brasileiro. Seus ensinamentos eram comparados aos universitários de Cambridge e Massachuchets, melhores em cada segmento. Existiam aqueles que não se identificavam com o propósito do L.P.A., mas ao saírem se tornavam pessoas extremamente influentes e muitos deles eram os que disponibilizavam recursos para o Setor XVII mesmo sem conhecer sua proposta. Afinal, eles significavam a nova esperança da nação brasileira que emergia faminta por destaque no panorama mundial. Nem a dor da perda dos pais, nem a humilhação de continuar os estudos devido a uma pessoa que a apadrinhava, a fez desistir. Ela evoluíra. Seus feitos e considerações se tornavam cada vez mais valorosos e importantes nas decisões da diretoria. Seu carisma e facilidade de conversar com as pessoas renderam a ela prestígio, mesmo sendo tão nova. Ninguém jamais fizera algo parecido em tempo algum. Como conseqüência, recebera antecipadamente o pedido para participar do Setor XVII. Ninguém além dos que trabalhavam naquele setor sabia do que ocorria lá dentro. Quem se comprometera a participar, também teve que prometer manter sigilo. Se os outros países soubessem o que o Brasil estava fazendo interfeririam e assim acabaria a oportunidade do país de tentar minimizar o monopólio estrangeiro nele exercido há tanto tempo. Cada um usa a arma que tem... - Você sabe, Abaeté... – tentava corar – Ele disse que nós devíamos nos dar outra chance; nos conhecemos há muitos anos, sabemos nossas qualidades e não deveríamos ficar separados – continuou a mentir – Disse que sentia minha falta! – falou fino. Ele riu. Não era completamente uma mentira. Um mês atrás tudo ia bem no namoro dos dois até que ela descobre a traição de Bernardo com a mais nova secretária de seu pai e acabam. A razão da separação não foi dita; tanto ela não queria que soubessem o que ele a havia feito, nem ele queria ser lixado pelos funcionários por ter quebrado o coração de Yara. Há dois dias, ele conseguira se infiltrar na sua sala e lhe reportou o que realmente acontecera; como se ela fosse um dia acreditar. Falou do mesmo jeito que ela agora relatava ao segurança. Porém ele esqueceu que com a intimidade, vem o descobrimento dos defeitos. E esses, Bernardo tinha sobrando. - E você aceitou o pobre físico de volta? – indagou ele. Se eu disser sim, será a notícia da semana; já se eu disser não, Abaeté vai contar para todos mesmo e Bernardo ainda vai ficar desmoralizado. Tenho a leve impressão que, olhando desse modo, as coisas mudam. Já que eu não estarei aqui pelas próximas semanas... vamos ferrar o físico safado! - Não. Não o aceitei, Abaeté. Ele me fez muito mal. Dizia coisas... – fungou – Nem quero repeti-las. Não posso perdoá-lo tão facilmente. – Yara quase desabava com tantas lágrimas. Mas não eram de sofrimento. Eram de raiva. Ele vai me pagar! E quando eu voltar, vou desfazer a idiotice que fiz ao namorá-lo. - Oh, minha criança! Não chore... – sossegou a abraçando – Ele não te merece. Vá, pegue sua bolsa. Cuidado lá dentro. Poucas pessoas ficaram para tomar conta do Setor XVII hoje. Feriado amanhã, o pessoal quis uma folguinha. – Melhor ainda. - Certo, senhor. Já volto. Obrigada. – sorriu agradecida. Etapa 1: COMPLETA. Agora falta pouco para eu poder vê-los novamente, mamãe e papai.

sábado, junho 19, 2010

POEMA 2

Tangi A beira da estrada escura Cantava o grilo gago Brilhante como o carvão incandescente Perdia o incrível afago. Mimosa e singela a rua do meio Sinuosa como rastro da Lua Perante os transeuntes do vilarejo O sorriso tímido de uma rudez crua. O vento nas esquinas sentia O mistério do ambiente amado Feito cria que sempre lembra Da sua origem e do seu lugar encantado Cantai a dor da saudade infinita Cantai o encanto do ausente Perante o Sol do dia A foto traz a sua imagem presente Assinado por Catabi.

sexta-feira, junho 18, 2010

VIDENTE!

AHAAAAAA! COMO EU TINHA DITO HÁ UM MÊS: O CASAMENTO DE FÁBIO JR. ACABOU! Também, depois de tanto choro e reclamação, só podia ser. Esse durou quanto tempo? Sinceramente, nem sei. Se alguém souber, sinta-se a vontade para informar! Obrigada Cainho pela notícia! Te adoro, Best! Esperando uma possível melhora, principalmente no lado musical, (se Deus quiser!) A Vidente

quinta-feira, junho 17, 2010

NA TORCIDA!

People, I'm sorry. Eu sei que não estou aqui como queria, mas não me culpem. Estava estudando para fazer o simulado que valia a minha nota simestral no colégio. Ainda bem que só tenho mais um ano lá. Vou ainda saltar uma bomba naquele presídio :x uiahsiuah, brincadeira. Nenhum atentado! (dedos cruzados) Estou de volta! UHUL! Já me sinto de férias. Tenho ainda umas aulinhas, mas nada de tão importante; que os professores não me escutem. Nesse momento, estou na Cultura Inglesa onde fiz, há 10 minutos, minha prova oral. Foi muito boa, apesar de fazer sozinha já que era a única que ainda não tinha feito. Um grande problema meu é que eu tenho uma mania desgraçada de falar: "I don't know" Shit. Tirando isso, estou aliviada de 'largar' a cultura para me dedicar exclusivamente para o vestibular; com as cotas e o ENEM fica pau... Bom, nos viramos. Amanhã é a prova escrita. Ferrou! Outra coisa. O QUE DIABOS FOI AQUILO DE JOGO DO BRASIL CONTRA A COREIA? Kaká não fez nada. Robinho e Chorão (apelidei o norte-coreano que chorou no hino nacional assim) foram os melhores em campo. E Luis Fabiano, a gente sabe que você quer fazer gols querido, mas dá para você manerar nas faltas? Assim, não há santo que te guie no caminho do gol, baby. Lá na sala já fizemos um bolão para domingo. Acredito que será 1 x 1; espero que esteja errada. Prometo que assim que tiver algo de construtivo para escrever, serão os primeiros a ler meus amados rascunhos. Adeus, até a próxima! P.S.: DÁ-LHE BRASIL! :D

sexta-feira, junho 04, 2010

CAMPINA

Aqui estou eu, escrevendo no terraço do apartamente de minha avó em Campina Grande, ou melhor, CG City, como costumo chamar. O tempo se encontra totalmente nublado desde às 16h e essa cidade está um caos. A chuva não para. E para completar, a partir de hoje, O Maior São João do Mundo acontecerá por 30 dias sempre com a animação típica dos nordestinos em relação ao nosso forró. Ao me aproximar do computador, tinha em mente terminar de passar todas as folhas já preenchidas com minha estória a limpo, contudo inventei de dar uma "passadinha" por aqui e não resisti ficar somente olhando; tinha que pôr algo para atualizá-lo. Já estou praticamente pronta para aproveitar a abertura no Parque do Povo, mesmo com chuva. Ah, estou escutando a Correio. Estão dizendo que tem segurança total. Detector de metal, câmeras de vídeo. Muito bom! Não percam em vim para cá, certo? De Aviões e Garota Safada, Elba e Zé Ramalho até o pé de serra nas Ilhas de Forró. Hoje tem Tom Oliveira e Aviões do Forró. Amanhã, GAROTA SAFADA! Tenso. Bom, e agora eu mal digitei tudo o que eu queria e me vou. Mom's chamando. Não tenho tempo. Abraço! P.S.: Soube que uma boa supertição para parar a chuva é pôr farinha debaixo de Santa Clara e pedir que "clareie"... Não faz mal colocar 10 pães do lado da Santa, não é? Ela já está ganhando; no lugar de só farinha, adicionei trigo, sal e fermento a mais. Perdoe-me, Santa.

domingo, maio 30, 2010

PEQUENA AMOSTRA

Olhou para os lados procurando qualquer saída que a tirasse daquela situação. Não lhe bastava arrastá-la 400 anos na historia, especificamente para a Inglaterra do Reinado de Elizabeth I; não... Ele tinha que vir com ela! Miserável! Diante de Yara, sorrindo de orelha a orelha, estava a pessoa por quem ela mais nutria ódio, Bernardo, o homem que havia lhe tirado a possibilidade de voltar no passado para salvar seus pais e, infelizmente, ex-amante, não que isso contasse alguma coisa. Seu jeito espalhafatoso característico havia sido substituído por uma calma e firmeza digna de admiração. Patrícia, antiga inimiga, e agora companheira informante do ‘mundo real’ dissera que ele estava sumido, porém ela nunca adivinharia que ele a tivesse acompanhado nessa jornada. Era impossível. Programara a energia para levar somente uma pessoa. Contudo, apesar de todas suas suspeitas lá estava ele, acompanhado de uma bela mulher, possivelmente francesa devido à cor do cabelo e ao sotaque arrastado, nos cumprimentando. Descarado! Ah, ele não sabe com quem se meteu. Se notara seu desconforto, ele não demonstrou. Por mais que ele povoasse seus sonhos meses atrás, agora ela conseguia ver que debaixo de tamanha beleza havia um homem desprezível e ciumento que a tratara mal e a influenciara das piores formas possíveis. Iria descobrir o que acontecera com ele e o que ele estava confabulando. Ah, como iria! E conhecendo-o como ela fazia, não seria nada bom. - Concede-me esta dança, mademoiselle Watson? – dirigiu-se a ela educadamente através do sobrenome que inventara devido a atriz Emma Watson. Bernardo, aliás Sir. Bernard De La Von, como era conhecido agora, desgrudara-se da francesinha e estirava-lhe o braço. Desde quando ele sabe falar francês?! - Certamente, Sir. Bernard. – sorriu ela aceitando a oportunidade de desvendar o motivo da sua vinda ao séc. XVI. Quando estavam afastados o bastante para não serem escutados, todo o semblante de alegria que sustentara fora embora do rosto de Yara. - Ora, ora. Olha com quem estou dançando após tanto tempo. Já sentia falta de sua leveza, meu anjo. E pensar que nos separamos... Uma pena. Poderíamos ficar assim pelo resto de nossos dias, um completando o outro. O que achas? – sem esperar resposta, continuou - Que oportuno esse encontro, não? Revivendo nossos grandes momentos assim como eu, minha querida namorada? - Haha. Veja minha cara e você terá sua resposta, seu canalha. E relembrando, meu amorzinho, não somos mais um casal. Faça essa idéia penetrar em sua mente: não sou mais sua. Vai-te catar com esses seus grandes momentos! – irritou-se. - Não sabia que continuavas com esse linguajar, amorzinho. – ele a imitou sarcasticamente - Uma coisa que eu aprendi desse período é que temos que ser polidos. Queremos ser aceitos pela sociedade, ma douce. Se comporte como uma boa menina. – deu-lhe um sorriso que antes tinha o poder de fazê-la ter uma parada cardíaca. Nesse momento, o que mais queria era quebrar todos estes dentes perfeitinhos e mostrá-lo onde deveria enfiar esse comportamento. Contraia os seus instintos, respirou fundo e indagou sem rodeios: - O que estás pretendendo aqui, Bernardo? – suspirou. Ele se inclinou tornando a distância entre seus rostos cada vez menor. Ao seu redor, diversas pessoas observavam o modo que o casal se deslocava no salão e, principalmente, a proximidade deles dois. Com certeza, as fofoqueiras da corte teriam assunto de sobra para se deleitar por uma semana inteira. - Você me conhece mesmo hein, Yara? – ele gargalhou – Queres saber mesmo, minha linda? Ela balançou afirmativamente a cabeça. Tenho que saber. Só eu posso detê-lo caso se interrese em desagradar alguém. Espero que não tenha nada haver com isso... Espero. Ele se aproximou mais. Agora se encontravam parados no centro do baile tomando a atenção daqueles que não estavam participando da valsa. - Eu quero mudar a história conhecida, Yara. Eu não quero ver o mundo desmoronar como estava antes de viajarmos. E a Inglaterra, por nossa sorte, é o país mais influente do globo. – eu tentava, mas não assimilava nenhuma palavra que ele dizia – Ou seja, Srta. Preguiçosa, o que eu quero e vou fazer é simples; – sussurrou em seu ouvido – eu vou matar a Rainha. Gelou. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Pessoal, eu sei que não estou tão presente no Armazém, mas vocês têm que entender... Ano de vestibular, tentando terminar pela primeira vez um dos meus diversos livros, e ainda tendo que manter ‘a social’. Bom, devo dizer que não é fácil. E pior: ainda não sei que profissão irei abraçar. Minha cabeça está a beira da loucura. Nem me fale. Aqui é um pequeno pedaço da estória que tão apaixonadamente estou fazendo. Adjacente a esta, vem outra a qual, em outra oportunidade, porei uma sinopse aqui. Abraço a todos.

domingo, maio 23, 2010

FÁBIO JR.

Uma apresentação musical mais emocionante do que a de Fábio Jr. ontem, 22/05/10, na casa de shows, Domus Hall, jamais haverá em João Pessoa. Desde o começo, o pai do também cantor Fiuk, se mostrava aborrecido com alguma coisa. Nos intervalos das músicas, sua presença era sempre vista junto ao seu tecladista. Se bebia água ou algum outro tipo de destilado, nunca poderemos saber; contudo, sua voz embargada e sua determinada negação às várias músicas amorosas cantadas serviram fortes indícios de uma extrema instabilidade interna. A perda de compostura começara mais ou menos no meio do show, ao interpretar sua canção-mestre: “Pai”. De sequência vieram “Pareço um menino” e “Alma Gêmea” as quais agravaram o estado emocional do pobre cantor. As opiniões sobre o espetáculo se divergiam entre os quatro componentes de minha família que o assistiram. Minha mãe o achara fantástico. Alegava que ele “sentia” suas letras. Meu pai, que poderia ser menos meloso. O terceiro membro pensante da família que dormira o show praticamente todo, ao final perguntara: Ele já cantou “Pai”? Ou seja, deixemos tal comentário de lado. Quanto a mim, só pude chegar a duas conclusões: ou ele estava altamente embriagado e se pôs no papel de homem traído, ou veremos, logo logo, um anúncio sobre a sua mais nova separação em todos os tablóides de revistas como Tititi e Caras; se brincar, até na Minha Novela sairá alguma reportagem. Aqui venho me solidarizar com tamanha situação. Espero que essa fase da vida não deixe nenhuma consequência, e que ele encontre rapidamente alguma maneira de desabafar, seja escrevendo, gritando em plenos pulmões do quintal de sua casa, ou socando uma pilastra de gesso, quebrando assim sua mão. O que seria uma pena. Por mais velho que esteja ainda “é pegável”, como fala uma de minhas grandes amigas. No fim, antes de me debruçar na cama e dormir até as doze horas de hoje, decidi que o show anterior ao dele, Alex Coen, valeu, verdadeiramente, o dinheiro que meus pais gastaram com meu ingresso. Sua alegria no palco e desenvoltura me impressionou; sem contar que sua imitação de Alcione e sua pronúncia da língua inglesa supera e muito a de meu professor do colégio. Sem ressentimentos, M.
P.V. P.S.: Esperando ansiosamente a próxima diversão proporcionada pela Domus com Chico Anísio e Tom Cavalcante nessa sexta-feira. Voltarei em breve com mais um comentário da performance dos dois mais notáveis humorista do Brasil. Provavelmente.
Sintam-se abraçados!

segunda-feira, maio 10, 2010

VISÃO

Um lago à minha frente. Vacas mugindo ao fundo da paisagem, garças grasnando à procura de um parceiro, pássaros característicos da região voando e proporcionando sons a tanto esquecidos. Rebanhos de carneiros e ovelhas passeando por uma estrada de barro. Dúzias de vagens espalhadas pelo chão tinham como mater as infinitas algarobas predominantes na vastidão dos planaltos rochosos. A sensação do vento ao bater em meu rosto e transformando meu cabelo em ondas. A imensidão do céu escasso de nuvens escuras com um azul admiravelmente mais bonito que o mar. Pontos de luz a cada 100 metros os quais, à noite, tornam-se lugares certos para as festanças dos besouros beberrões que procuram se aquecer. E como não podia faltar, um milhão de moscas ao meu redor acabando com minha paciência através do contínuo zum-zum-zum de suas asas. A casa central, que comandava as diversas casinhas amarelas de zeladores, podia ser vista por trás. Cavalos de passeio e cavalos-guias; estes escoltavam nelores e holandesas em segurança para os pastos a minha direita. Em um cercado, que não se vê daqui, acontecia uma paquera entre o poligâmico macho alfa e suas ninfas-vacas. Araras comedoras de dedos esperavam por “um pedaço de pão” vindo de sua potencial próxima vítima. Havia ainda lebres ariscas aos visitantes que se reproduziam com a mesma velocidade das amebas presentes em seus organismos. Para fechar o estranho zoológico do local: galinhas atletas esperavam pela futura olimpíada de cacarejo e corrida de 200 metros. Se não fosse inusitado, seria cômico. O lugar que me deu a inspiração para descrever é uma simples fazenda no interior do cariri paraibano. Nas poucas vezes que venho aqui, sinto-me bem. Mas somente dura cinco dias. Uma semana? Melhor me internar no Juliano Moreira. Esse é o cenário que vejo diante de mim. E olhe que estou sentada na cancela de madeira pertencente aos garrotes. Imagine se eu estivesse em uma cadeira de verdade?! P.V.

MÃES

Ontem foi Dia das Mães. Para muitas pessoa pode ser somente mais uma data comemorativa ou uma a qual satisfaz comerciantes em todas as partes do Brasil. Penso assim como os que acreditam na última alegação. Por que só um dia se podemos dar os 350 dias do ano a mulher mais importante de nossas vidas? Chega a não fazer sentido. Bom, por mais que eu sempre dê cartinhas ou textinhos à minha mãe pelo seu dia, esse ano quis homenageá-la de um modo diferente. Pela primeira vez de minha vida, a dei um presente de verdade: um par de brincos e um anel. UHUL! Pensando que era pouco, fiz um texto que pretendia publicar. Dessa vez pagando se necessário. Isso não se tornou realidade por um simples motivo: surgiu uma festa de comemoração para minha avó. Assim poderia lê-lo para todos. No dia, bateu aquele medo. “Caramba, eu não vou conseguir ler em frente a todo mundo”. A solucao para meu dilema se deu na manhã do dia 09/05/10. Por que ler para todos se a única pessoa que importa é minha mãe? Simples. Li após o café-da-manhã para ela e minha avó. Como babonas que são, choraram enquanto eu lia. Elas disseram que estava bom. Eu não sei. O texto está a seguir: Amor, eterno amor

Quando esta época do ano se aproxima, fico a me perguntar o que dar de presente à mulher que me deu a luz; com certeza, não sou a única a ter esse questionamento. Como expressar nosso amor pela pessoa que esteve ao nosso lado a cada levantar e pôr do sol, que nos alimentou e nos zelou enquanto estávamos doentes, incapazes de falar nada, vivendo a gemer e pedir colo? Apesar de trabalhar por tantas horas, é a que vem assim que chamamos e acalenta nosso coração com as mais doces palavras e mais sinceros sorrisos. Como, afinal, podemos compensá-la? Ainda criança, escutei algo de minha mãe que jamais esquecerei: “O amor é como uma planta. Temos que dar carinho, atenção, adubá-la e banhar-lhe o solo para que possa se desenvolver e crescer forte”. No começo, não entendi o porquê da analogia de um sentimento tão bonito com um ser que nem cérebro tem. Após algum tempo, entretanto, enxerguei aos poucos o real motivo daquele ditado. Minha mãe não se restringia ao afeto entre homem e mulher, ia além e mostrava que as relações familiares só podem ser construídas por uma base sólida, mas, ao mesmo tempo, flexível: o amor mútuo de seus integrantes. Agora sei que nada que eu dê a esta especial criatura vai corresponder ao que ela, um dia, me presenteou. O mínimo a se fazer é amá-la, dar-lhe presentes, sejam materiais ou simples gestos e confirmar, a cada ação feita por El, que não há ninguém que se igualará com aquela que, com ajuda de meu pai, me deu a vida. Mãe, sei que esta é a primeira vez que você lê um texto meu como um leitora sem prespectivas. Saiba que por maiores brigas e discussões que tenhamos e meus mais variados modos de quebra de regras, sempre te admirei e fiz e faço tudo para te orgulhar. Feliz Dia das Maes para todas as mães leitoras e, principalmente, para a minha. A vocês, a minha mais honesta homenagem. A vocês, nosso amor, eterno amor.

P.V.

sexta-feira, maio 07, 2010

ARTICLE

Estudando na Cultura Inglesa, você é submetido a dois exames: um oral e outro escrito. No escrito, há a parte de redação que vale preciosos três pontos; nela, pode-se dissertar sobre dois assuntos dados pela prova. Semana retrasada foi a minha vez de escolher entre um article ou um essay. Depois de um batalhão de exercícios, a pessoa não tem mais coragem de escrever nada, muito menos um texto com no mínimo 220 palavras. Contudo, é assim a Cultura, e foi assim que falei sobre meus métodos de me tornar feliz mesmo nos momentos de tristeza. Complexo, não? Nem me fale. Jurava que iria zerar, mas hoje, após a aula, o professor me entregou o writing test e disse que queria meu texto como exemplo para as futuras gerações. Quem te viu, quem te vê! Valendo três, tirei 2.8. Não sei o que ele achou de tão maravilhoso em meu texto, porém fiquei realmente feliz com o pedido dele e aceitei na hora. Aqui está uma cópia do Article. Perdoem-me pelos possíveis erros de gramática que haverão. Friends, my happiness What happens when you are happy and receive bad news? Or the opposite, what makes you feel better when you think your world is falling down? Speak with your mother, discuss what is going on with your father or maybe see a comedy film? Everyone has their own way. Normally, I cry several hours before I wake up and decide do something about the problem. It is a hard process but I still can count with my closest friends. They support my decisions, they talk to me, share their responsibilities. Sometimes, when I feel depressed I call them. They are perfect and make me better. Happiness is a state of mind. I have many friends, they are important for me because, without them, I cannot see the color of the world. It is their small gestures that makes me feel alive and encourage me to do something good for my well-being. Of course, my parents help me, however, just being in touch with my chosen family I can resolve my issues. I’ve already said how can I make myself happier when I’m felling sad. And you? What can you say about your own way of happiness? What makes the world turns around is what we do, but I’m sure that being happy is a good start. P.V.

domingo, maio 02, 2010

ARTES

Recentemente, assisti ao filme: Alice no País das Maravilhas. Infelizmente, não consegui comprar a entrada para 3D; cheguei apenas três horas antes da última sessão. Fiquei impressionada com a qualidade dos efeitos especiais e a representação dos atores, de fato; porém, o que mais chamou minha atenção foi o mundo paralelo que o diretor criou. Rosas falantes, coelhos problemáticos jogadores de xícaras e gatos flutuantes, ora sorrindo, ora sumindo, são pontos fortes dessa adorável estória. Como se ficou conhecido por todos, artistas sejam quais forem os ramos têm seu lado imaginário mais desenvolvido. Podem observar criaturas de modo mais emocional que racional, criar romances, inventar artefatos, dramatizar e desenhar pessoas dependendo de seu ponto forte como uma admirável inteligência ou por seu ponto fraco como, talvez, um nariz protuberante. Sem ofensas, Luciano Hulk. Esse sexto sentido transpassar o físico, metaforicamente falando, claro. O que vemos hoje em nosso dia a dia foram, antes de tudo, ideias surgidas da cabeça de alguém de pensamento avançado à sua época. Afirmando isso, não me restrinjo àqueles com visão ‘futurística’, por assim dizer, ao chamá-los de artistas. Todos nós somos. Desde o arquiteto ao projetar um ambiente e o matemático/físico ao solucionar formas diversas de velocidade ou dilatação até o mais simples pintor ao expor seus sentimentos em uma tela 25x30. Cada um de nós é dotado de um tipo de arte. Desvendar algo extraordinário que antes estava somente em nosso mundo paralelo já é por si só um modo de fazer arte. É por isso que digo sempre que a nós foram dados dons variados, somente cabe-nos descobri-los, aprimorá-los e torná-los uteis, não exclusivamente para uso próprio, mas, sim, para toda uma sociedade.
P.V.

sexta-feira, abril 30, 2010

SÍTIO 2

O que aconteceu com a garota Discovery Channel? Por que deixou de ir à fazenda? A sociedade a modificou? Pergunto-me constantemente a razão de minha subta mudança. Sou conhecida como “A do Contra”. Se alguém diz que o leite é branco, eu digo que é azul-amarelado, apesar de nunca poder comprovar. Nos meus devaneios diários, culpo a necessidade de me adequar ao mundo que vivo como causa da trágica modificação. Mas se sou a garota do Contra, por que me deixei influenciar? Em meus dezesseis anos de vida, já aprontei bastante. Briguei, xinguei, falei palavrão sem me importar com as pessoas à minha volta. Por acaso fui menos merecedora daquilo que conquistei, das amizades que criei e das opiniões que argumentei? Não há nada de vergonhoso em admitir que errou e querer consertar. Nunca saberei como eu seria se não tivesse amadurecido e continuasse a viver como uma moleca. Algo bom não iria sair disso, tenho certeza. Mudanças que nos fazem melhorar são bem-vindas. Se você fez alguma coisa diferente do usual não foi ao acaso. Coisa alguma o é. Aqueles que acreditam em destino, creem que sua vida está previamente escrita nele; mesmo quando tentamos driblá-lo. É angustiante saber isso, eu sei, mas sempre vale à pena tentar. Com um sentimento de renovação em meu peito, voltei, no fim de semana passado, a visitar a terra de meu pai depois de um longo período de tempo. Não vou mentir dizendo que não fiquei desapontada ao ver que estava igual. Foi uma decepção! Somente, após uma noite de descanso decidi observar o sítio de outro jeito. Deixei de lado a incansável pesquisadora e me deti aos detalhes os quais há muito passavam despercebidos. O som do vento ao bater nas folhas, o cheiro de terra molhada, os olhares e sorrisos de pessoas andando pela rua, o latido os cães; uma verdadeira sinfonia. Essa descoberta me fez perceber que não existe um só ponto de vista. Raros são as pessoas que o conseguem mudar, mas, quando são expostos diante de tão maravilhosa dádiva, mostram-se surpresos com o novo mundo surgido a sua frente pronto para ser explorado em um simples e rápido piscar de olhos.
P.V.

quarta-feira, abril 28, 2010

SÍTIO 1

Duas semanas. Era tudo que meu pai pedia para visitar sua terra natal, Viçosa – Al, todos os anos. Não era muito na opinião dele, mas para mim era um tipo de sacrifício de proporções cesarianas. O pior eram as datas que mudavam temporariamente. Há algum tempo caiu no meio de junho. Perdi grandes momentos do São João por causa disso. Quando eu era menor, nem me importava em ficar no sítio, afastada do mundo, todo esse tempo; na verdade, lutava para prolongar minha estadia. Tudo era novo. Meu espírito de aventureira aflorava sempre que chegava a época da tão esperada viagem. Também, ter um lugar praticamente deserto para vasculhar e descobrir “novas espécies de animais” debaixo de pedras, quem não iria aproveitar? Até a mais introvertida criança se divertiria bancando o Sherlock Homes. Contudo os anos se passaram e eu fui crescendo. Não me bastava só explorar; já tinha andado pelos campos e pulado em todas as árvores existentes no terreno. O sítio em nada mudara. Minha vida de descobertas estava chegando ao fim. E assim, fui me esquecendo do lugar que eu mais amara na infância. A internet entrou de modo imprescindível em meu cotidiano. Comunicar-me com meus amigos era essencial. Escola, provas, festas; tornei-me sobrecarregada. A sociedade nos faz assim... Verdade? É como eu deveria estar? Valia a pena abrir mão de algo tão precioso para mim como a vida ao ar livre para impressionar os outros quanto a mim mesma?
P.V.

NOVIDADE 1

Pessoas que visitam esse blog, Pasmem! O texto que fiz em homenagem a meu avô foi publicado no Correio da Paraíba no domingo passado. Fiquei muito feliz. Levei o jornal para o colégio e fez o maior sucesso. Até Hudson gostou! Minha mãe me disse que o editor perguntou se eu tinha mais textos bons. Uhuuul, Pâmela! Graças a Deus meu trabalho esta sendo recompensado. Eu adoro escrever, por mais que seja só um hobbie como fala minha mãe. Espero que dê frutos no futuro! P.S.: Não sou nem louca de mostrar a Silvia, Suzi. Ela vai dizer que o ARTIGO DE OPINIÃO está muito informal para ela. Fazer o quê? P.V.

BONUS 1

Para aqueles que gostaram da sinopse ou até já assitiram o filme: "Te amarei para sempre", foi deste livro: "A mulher do viajante no tempo" que a história foi tirada.
Ainda não li a estória, porém se for tão bom quanto o filme, vai arrancar suspiros de todos. Em outras palavras: LEIAM!
Tenham uma boa tarde!
P.V.

quarta-feira, abril 21, 2010

POEMA

Se um dia eu fraquejar,
Eu sei que você estará lá,
Me estendendo a mão,
Até eu me recuperar.
E se não me recobrar,
Você esperará,
Até o dia acabar
E a noite passar.
Porque eu sei
Que você vai me ajudar
A superar
Cada perda e obtáculo,
Que em minha vida haverá.
Nada nem ninguém
Ficará em nosso caminho,
Pois somos mais do que mil,
Somos um. Você verá!
O sol, o chão pode rachar,
A flor, murchar,
O frio, congelar,
Mas logo a primavera irá chegar,
E com ela tudo vai mudar
E o que aconteceu antes,
Se esquecerá.
Pois somos mais do que mil,
Somos Um!
Amor, eterno amor.
P.V.

domingo, abril 18, 2010

NINE

Realmente, um filme bem preparado. Desde as músicas até o figurino, o que mais percebemos é a dedicação da equipe em fazer um musical que compita com Chicago. Apesar de algumas cenas macabras e de visuais sinistros como o de Fergie, o que me deixou muito impressionada foi a sincronia de movimentos entre as dançarinas e as atrizes nas diversas danças. Músicas maravilhosas e bem interpretadas. Take it off, pode ser a mais famosa do filme, mas, quando Kate Hudson começou a cantar, não consegui prestar atenção em nada além dela. Apaixonante, animado, e mulherengo, o ator Daniel Day-Lewins tornou o diretor italiano Guido, um espetáculo. Fantasma da Ópera sempre será o primeiro lugar em musicais. Contudo, Nine, com certeza, vem em seguida! Assistam!
P.V.

sábado, abril 17, 2010

ESTUDO

Todo mundo sonha em ser alguém na vida. Alguns têm mais habilidade com os números, outros já gostam de mexer com o que move a vida de cada ser, boa parte busca respostas para as suas perguntas, tem aqueles que vivem relembrando o passado e procurando nele explicações para o que acontece hoje em dia. Alguns gostam de cantar, outros de tocar. Para uns, visitar outros lugares é tão gratificante que tornam isso uma profissão, para os mais intelectuais, teorias não valem nada sem uma prova prática. Justiça é o lema de certas pessoas, e o dom de administrar um projeto não falta para a uma grande minoria. Todos têm metas, objetivos e desejos. Cada profissão tem seu lado bom e o lado ruim. Algumas são difíceis e se você não gostar verdadeiramente não consegue seguir até o fim. Por outro, se você pensa em algum dia se tornar independente e marcar a historia, não pode começar desistindo. No campo de trabalho que eu quero seguir não há vagas para todos. Cada vez o mercado se tornar seletivo. Só os melhores conseguem ‘sobreviver’ a ele. Na maioria das vezes, não desempenhamos os papéis que queríamos na sociedade que vivemos. Se você é criativo, desenrolado, inovador, já sai na frente. Inteligência todos tem. Uns a usam de forma indevida, outros a aproveitam ao máximo. Assim somos divididos. São nossas atitudes durante a infância e adolescência que definem quem vamos ser no futuro e como iremos exercer nossas profissões escolhidas. Não foi a toa que eu escolhi esse tema. Com a aprovação das cotas e provavelmente do Enem, a entrada nas Universidades Públicas vai ser mais concorrida. Aqueles que estudam no final do ano simplesmente não passam. Não há como. Um ano de estudo, no mínimo, nos faz aptos a entrar aonde queremos. Sou contra as cotas, sim. O governo deveria melhorar a escola pública, a base, e não deixar para botar pessoas pouco preparadas para serem os profissionais do futuro. Muitos deles não conseguem acompanhar os cursos e deixam vagas sobrando em cursos muitas vezes enormemente concorridos como medicina. Quem na área de saúde não daria tudo para entrar na Universidade Federal? A quantidade de pessoas que aproveitariam essa oportunidade é mil vezes maior que o número de vagas que são disponibilizadas por ano. É por isso que eu me decidi. Hoje fui a UFPB e a vi pela primeira vez. Não sabem a felicidade que eu estava ao entrar naquele lugar. Muitas pessoas que por ali passaram, são bem sucedidas atualmente. Só o estudo fez com que passassem. Elas ralaram para serem os melhores. O número de concorrentes que eu vou ter que ‘vencer’ vai ser grande e não iria ser menor sem as cotas. Começar a estudar a partir do princípio é a chave da sua entrada. Não se esquecer das matérias que mais exigem sua atenção: as matérias que você menos gosta. Se você conseguir entrar de primeira, Parabéns! Se não, continue tentando. Algumas vezes, crescemos ao falhar. Bom, eu espero não falhar. Física (eca!) está me esperando. Quem sabe se um dia eu não aprendo essa coisa?! P.V.

terça-feira, abril 13, 2010

VIAGEM

Ontem a noite, assisti um filme me que marcou; chama-se: Te Amarei Para Sempre, com Eric Bana, o Heitor de Troia, e Rachel McAdams, a Irene de Sherlock Holmes. Conta a estória de um homem, Henry (interpretado por Eric), que tem uma anomalia genética: ele pode viajar no tempo. Contudo, ele não consegue controlar seu dom, o que o deixa muito irritado. Em uma de suas várias viagens, ele conhece Clare Abshire (Rachel McAdams) ainda criança e ela logo se apaixona por ele. Com o passar dos anos, ele a visita cada vez mais. Após se tornar adulta volta a encontrá-lo, mas Henry não faz idéia de quem Clare seja. Ela o explica sobre como seu Eu do futuro a contactou e mandou-a explicar o que se passava com ele. A partir daí, a estória de Henry realmente começa. Não sei se foi por coincidência do destino ou não, o assunto abordado no filme é o mesmo que eu exponho em um livro que estou fazendo. A volta no tempo. Esse assunto a muito é discutido por filósofos e cientistas de todo o mundo. Quem não daria tudo por uma chance de corrigir algo que teve repercussão ruim nos dias de hoje? A minha estória não é sobre alguma pessoa com anomalia genética, pode ter certeza. Para falar a verdade, o diretor viajou por outra galáxia para tirar essa idéia que é muito boa, diga-se de passagem. Ninguém havia pensado ou tentado se expressar dessa forma antes, pelo menos até onde meus conhecimentos chegam. A estória a qual irei falar se dá nos dias atuais. Yara, meio índia, meio europeia, trabalha em um laboratório de pesquisa científica. Numa noite, passados três anos da morte dos pais, Yara decide se fazer de cobaia para a máquina de volta ao passado que gênios de todos os países construíram em um lugar afastado de todos os olhos cobiçosos: o Brasil. Contudo, algo deu errado naquela noite e sua vida virou de cabeça para baixo; em vez de voltar somente três anos para salvar os pais, ela volta quatrocentos anos, para a Era Elizabetana e no lugar mais impensável do mundo: no meio de uma batalha. Sorte dela se souber usar uma espada.
P.V.

segunda-feira, abril 12, 2010

LEMBRANÇAS

Texto feito a partir da observação de meu albúm de quinze anos.
A passagem
A data mais esperada pelas meninas de todo o país; é a mais festejada, com as mais famosas atrações, cada vez melhor decorada, penteados elaborados, fotógrafos a postos, vestidos impecáveis, comida deliciosa... e estresse total. É assim que qualquer garota fica ao chegar seu dia de mudança da infância para uma fase da vida com maior maturidade, seu conto de fadas particular, seus quinze anos. Como tantas milhares delas, eu tive meu sonho realizado naquela noite, também. Mãe apreensiva querendo chegar às oito horas e pai, às dez; a grande surpresa de ver pela primeira vez o local já pronto e saber que tudo que você pensou estava lá de um modo aprimorado; bebidas, por mais explicitas que fossem as negativas de meu pai, tinham abundantemente no bar; amigos mais íntimos vindo deslumbrantes à MINHA festa; banda tocando minhas músicas preferidas e DJaee, os hits da temporada. E então, culminou-se, sem sombra de dúvidas, a principal parte da festa: a descida das escadas. No começo, fiquei tão hesitante em virar o centro das atrações que, ao me expressar à cabeleireira, recebi um esporro que jamais esquecerei: “Nem comece, Pâmela! Você tá linda, o mundo é perfeito e a festa é sua. Agora desça lá e deixe todos de boca aberta!” Falou com tanta certeza que decidi não questioná-la com medo de o esporro avançar para uma luta física de empurra-empurra. O lado positivo é que eu não cai da escada por nervosismo; o negativo, por maior que fosse a vibração dela, seu discurso não diminuiu 0,01% de meu pavor de cair. Apesar de algumas atribulações, a festa não poderia ter sido melhor. Significou muito para mim e vai ficar gravada em minha memória pelos anos que ainda terei. Somente as garotas que já tiveram seu dia D, sabem o que estou falando. No fim, tudo deu certo. Houve até gente querendo levar o último uísque da festa! O que eu pensava ser algo utópico se revelou em uma experiência inesquecível e uma noite de alegria incontável.
P.V.

sábado, abril 10, 2010

OBJETIVOS

Blog feito exclusivamente para armazenar todos os meus rascunhos, criticas, ideias, livros e dia-a-dia. Mais precisamente, é um modo de descontração em meio a um ano tão atribulado quanto esse.
Para começar, selecionei um texto que fiz ja ha algum tempo sobre meu avô. Ainda triste devido a sua partida, encontrei na escrita um modo de desabafo. Recebi muitas criticas positivas de meus amigos mais proximos e creio, particularmente, que me expressei de modo satisfatório. Aproveitem.
Uma falta atemporal
O que é perder um pai? Como você se sente quando vê sua mãe partir? E quando é o contrário, quando uma mãe diz adeus a seus filhos, suas crianças, seus bebes que, para ela, nunca vão crescer? A dor passa com os anos como todos dizem? Há alguma hierarquia de amor? Um amor de pai é diferente de um amor de mãe? Como, afinal, uma pessoa consegue continuar a vida quando se despede precocemente de alguém querido? Bem, vou dizer a vocês que não foi isso que aconteceu comigo. E se fosse não sei como minha saúde mental sairia sem danos. No meu caso, não foi uma mãe ou um pai a ir embora, foi meu avô, o meu primeiro grande pesar. Ver o corpo de uma pessoa tão amada branco de formol e suas narinas ocupadas por algodão, é a imagem que mais quero manter em uma caixa-forte em minha mente. No mínimo, devo assegurar-lhes que não foi uma coisa que eu quero assistir novamente. Palavras de consolo de nada servem nessa hora. ‘Minhas condolências’, ‘Meus sentimentos’, ‘Não fique assim minha criança. Tudo vai dar certo’, ‘Com o tempo você vai ver que só vai se lembrar dos momentos felizes ao lado dele’. As pessoas falam isso porque é de praxe. Qualquer um sabe que, quanto mais o tempo passa, mais ficamos incapacitadas de lembrarmo-nos como antes de quem tanto amamos e o quanto queríamos que Deus não os levasse. Então me pergunto o que me faz seguir em frente? A resposta vem instantaneamente. Não sou a única pessoa que sofre pela sua partida e tão pouco sou a única que o conhecia e que também sente falta de suas lições. Tenho que ser forte por minha família, por seus amigos mais íntimos, por seus companheiros de luta pela vida desses últimos meses, e acima de tudo, tenho que ser forte por minha mãe. Meu porto seguro. O meu pesar em nada se compara ao dela. A ela cabe sim, todo o amor que tenho a disposição. Nem as estrelas, nem as borboletas podem ser chamadas pelo nome de meu avo. Ele é único e para sempre, como bem falou meu tio mais velho. Para os cristãos, ele está lá no céu nos olhando, guiando nossos caminhos, advertindo-nos quando erramos e chamando a nossa atenção de algum modo, seja seu espírito, seja a partir dos desígnios de Deus. Ele é meu exemplo; orgulhá-lo é o mínimo que posso fazer em sua memória; desde as boas ações, até atuando com justiça e ouvindo sempre os dois lados da historia antes de julgar, como ele costumava fazer. Seu corpo pode estar inerte descansando, seu espírito pode estar livre pelo mundo, mas aqui, na Terra, seus ensinamentos nunca serão esquecidos. A você, devemos tudo. A você, meu carinho mais terno. Que viva eternamente, meu guia lingüístico. Laos Deo.
P.V.